A igreja é um retrato dos lares

A so­cie­da­de é o re­tra­to das fa­mí­lias que a com­põem. Por­tan­to, a vio­lên­cia e a cor­rup­ção que cam­peiam por to­dos os la­dos têm suas cau­sas bá­si­cas na fa­mí­lia. Fa­mí­lias ins­tá­veis são laboratórios do mal. A es­se in­gre­dien­te, acres­cen­tem-se as in­fluên­cias ex­ter­nas. For­ma-se, en­tão, o círculo da de­te­rio­ra­ção so­cial.

El­len G. Whi­te, cu­jos con­cei­tos so­bre re­la­cio­na­men­to fa­mi­liar são in­con­tes­tá­veis, es­cre­veu o se­guin­te: “É de­vi­do à fal­ta de cris­tia­nis­mo no lar que há fal­ta de po­der na igre­ja.” – Orien­ta­ção da Crian­ça, pág. 550. A igre­ja é, tam­bém, o re­tra­to das fa­mí­lias que a com­põem. Se ela vai mal, é por­que as fa­mí­lias vi­vem em de­sar­mo­nia com as nor­mas di­vi­nas.

O pro­ces­so de res­tau­ra­ção da fa­mí­lia co­me­ça pe­los côn­ju­ges. Mas fi­de­li­da­de con­ju­gal não é su­fi­cien­te. Há ca­sais que são fiéis até à mor­te. Mes­mo as­sim, vi­vem de­sen­ten­den­do-se. À fidelida­de de­vem-se acres­cen­tar ou­tros in­gre­dien­tes vi­tais: so­li­da­rie­da­de, pa­ciên­cia, compreensão, per­dão, diá­lo­go, co­mu­nhão com Deus.

Nos um­brais do co­ra­ção de ca­da côn­ju­ge de­ve­riam es­tar es­cri­tas as pa­la­vras: “Não saia da vos­sa bo­ca ne­nhu­ma pa­la­vra tor­pe; e sim uni­ca­men­te a que for boa pa­ra edi­fi­ca­ção, con­for­me a ne­ces­si­da­de, e, as­sim, trans­mi­ta gra­ça aos que ou­vem” (Efés. 4:29).

 

Ru­bens Les­sa, Revista Adventista, 2000, Casa Publicadora Brasileira

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